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Alfaiataria

3 ago
Falar em alfaiataria feminina é lembrar de Yves Saint Laurent. O smoking feminino, apresentado nas passarelas pela primeira vez em 1966 com uma blusa transparente e uma calça masculina, virou marca registrada do estilista. Depois disso, o traje passou a desfilar em todas as suas coleções e entrou definitivamente no guarda-roupa feminino como símbolo de elegância e estilo.

Mas, foi bem antes de YSL, na época da Belle Époque, que começou a surgir o interesse das mulheres pelo vestuário masculino. O primeiro tailler, composto de saia longa e casaco, já lembrava a forma de se vestir dos homens. No século XX o período da Primeira Guerra fortaleceu a masculinização. Devido a maior participação feminina no mercado de trabalho, por uma questão de praticidade e escassez de recursos, a moda moldou-se a nova realidade.

Já na década de 20 a inovação vem nas estampas e tecidos antes exclusivos dos homens, como o tweed, e peças como o suéter passam a fazer parte do guarda-roupa feminino, graças a ousadia de Coco Chanel.

Nos anos 70 e 80 o estilo masculino voltou a ganhar força com a disputa entre homens e mulheres no mercado de trabalho, a mulher procurou se afirmar através de uma aparência masculinizada conseguida através dos casacos com grandes ombreiras. 

Nos dias de hoje a alfaiataria continua em alta. Além das formas mais clássicas, aparece desconstruída e rejuvenescida. Os cortes e tecidos se modernizaram trazendo um ar muito contemporâneo para as peças. Pode e deve ser usada por mulheres de todas as idades, cada uma no seu estilo.

Separei alguns exemplos que servem de inspiração (clique nas imagens para ampliar).

Nas passarelas:

 Na prática:
 

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